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Colesterol alto é perigo silencioso e exige exames periódicos

8 de agosto de 2020

Quem já passou por exames médicos de rotina já deve ter ouvido falar  sobre a importância de controlar os índices do colesterol, substância presente na corrente sanguínea e que em quantidades elevadas pode representar sérios riscos para a saúde


Quem já passou por exames médicos de rotina já deve ter ouvido falar  sobre a importância de controlar os índices do colesterol, substância presente na corrente sanguínea e que em quantidades elevadas pode representar sérios riscos para a saúde.

“O colesterol são partículas de gordura que existem no nosso organismo e o colesterol ruim pode ser depositado nos vasos levando a algumas doenças cardiovasculares”, explica a endocrinologista Tatiana Valente.

O colesterol alto pode ser um perigo silencioso e, na maioria das vezes, não apresenta sintomas. Por isso, é importante estar alerta para os níveis da substância no organismo. “Esse colesterol vai se depositando nos vasos, então os sintomas não aparecem tão rápido e podem acontecer ao longo de vários anos. Por isso é importante a realização de exames periódicos para detectar os níveis e fazer o tratamento adequado”, orienta a endocrinologista.

O problema está associado a hábitos pouco saudáveis, como a má alimentação e o sedentarismo. Tatiana Verenos já foi diagnosticada com colesterol alto e passou a mudar sua rotina. “Eu já levei alguns puxões de orelha e tive que mudar meus hábitos alimentares. É difícil, porque a gente acaba dando uma escapada e comendo o que não pode, mas é preciso cuidar”, comenta.

Desafio para os dias frios

Na estação mais fria do ano, o organismo gasta mais energia para manter a temperatura do corpo aquecida e o principal efeito disso é o consumo imediato de mais alimentos. A adaptação de sopas, carnes, chás e fondues. Para não comprometer a saúde, o ideal é evitar as chamadas dietas da moda, pois “podem causar sérios prejuízos à saúde”, alerta a nutricionista Denise Evazian, do Instituto Central do Hospital das Clínicas.

“A necessidade calórica de cada pessoa não costuma ser tão alta quanto a quantidade de alimentos ingerida no inverno”, destaca a médica Elisabete Almeida. Somado a esses fatores, é no inverno que as pessoas costumam abandonar a prática de atividades físicas e as comidas calóricas são ainda mais tentadoras. “O consumo exagerado pode resultar em aumento de peso e, em casos extremos, diabetes descompensado e colesterol alto”, afirma.