Cerca de 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, estão dentro das residências. É importante a população permanecer, de forma permanente, atenta aos possíveis focos do mosquito.
O verão é um período mais propício à proliferação, por causa das chuvas, mas o cuidado deve ser constante, inclusive em estações mais frias como o outono. Pesquisas mostram que o mosquito sofre alterações e modificações em curto prazo, mudando tanto de tamanho como o formato da asa de acordo com as diferentes estações do ano.
Diante disso, o pesquisador Lincoln Suesdek indica redobrar os cuidados. “Percebemos que o patrimônio genético do mosquito é bem rico e dinâmico, ou seja, a espécie tem grande potencial para sofrer alterações. Isso sugere que eles são muito versáteis em explorar novos ambientes e, possivelmente, contornar as nossas tentativas de eliminá-los”, disse.
Com a diminuição das chuvas nessa época do ano, muitos cuidados são deixados de lado, como verificar periodicamente o acúmulo de água em vasos e bacias, além da falta de manutenção nas piscinas. Os especialistas alertam para que o cuidado seja mantido. “A contaminação é mais rara, mas pode acontecer sim”, adverte o médico Moisés Goldbaum.
Dados do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo apresentam que nos primeiros meses de 2019 foram confirmados 40.721 casos e 29 óbitos. Devido a circulação do sorotipo 2 de dengue, mesmo os pacientes que já tiveram dengue tipo 1, por exemplo, estão suscetíveis a infecções, o que contribui para o aumento de casos e até mesmo para a ocorrência de quadros clínicos mais graves.
Dicas para evitar que as residências se transformem em criadouros do mosquito
Lixo em sacos plásticos
Lixeira sempre fechada
Manter as calhas sempre limpas para evitar o acúmulo de água
Troque a água e lave o vaso das plantas com escova, água e sabão
Garrafas e recipientes sempre virados para baixo
Caixas d’água sempre fechadas
Sintomas da doença
É preciso estar atento aos sintomas da dengue, que podem começar repentinamente duram entre cinco e sete dias: febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjoos, vômitos, manchas vermelhas na pele e dor abdominal (principalmente em crianças). Em caso de dúvidas ou suspeita, é importante procurar a unidade de saúde mais próxima.