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Atendimentos de pacientes com AVC caem 14% no Hospital Regional de Presidente Prudente

O número de atendimentos de pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofreu queda de 14,2% no Hospital Regional de Presidente Prudente ‘Dr. Domingos Leonardo Cerávolo’ neste ano. Os dados coletados são de 01 de janeiro a 30 de setembro, em comparativo realizado pela unidade com o mesmo período do ano passado.

Em 2019, foram efetuados 868 atendimentos relacionados ao AVC dentro do período destacado no levantamento. Já neste ano, principalmente em meio à pandemia do coronavírus, o número de atendimentos na unidade caiu para 744.

Segundo Maria Teresa Fernandes Castilho Garcia, neurologista do Hospital Regional, os dados demonstram que no início da pandemia os pacientes diminuíram a procura por hospitais, fazendo com que houvesse essa queda de 14% nos atendimentos e, consequentemente, na resolução dos casos de AVC. “É preciso conscientizar a população, sobretudo na pandemia, que o AVC é uma emergência médica e se houver uma suspeita de isquemia, é necessário ligar imediatamente para o serviço de resgate”, explicou.

Conheça alguns dos sintomas que podem ajudar a detectar o AVC logo no início:

– Alteração da força muscular ou formigamento, principalmente dos braços, pernas ou de um lado do corpo;
– Assimetria facial;
– Dificuldade na fala;
– Movimentação da língua;
– Outros sinais como dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente, perda da visão de um olho ou dos dois e vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos também podem indicar a presença de um derrame.

Prevenção

O Ministério da Saúde alerta que o AVC representa a primeira causa de morte e incapacidade no Brasil, gerando grande impacto econômico e social. Muitos fatores de risco contribuem para o seu aparecimento. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes mellitus, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade. A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.