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Adolfo Lutz identifica variante Delta em tripulantes de navio internacional aportado em Santos

O Instituto Adolfo Lutz, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, confirmou nesta segunda-feira (2) a presença da variante Delta em dois tripulantes do navio internacional MTM Southport, com bandeira de Singapura, realizou uma parada no porto de Aratú, Bahia e aportou em Santos no final do mês de julho e foi mantido em quarentena após confirmação de 15 casos de COVID-19.

O sequenciamento genético foi realizado a partir das amostras de RT-PCR destes dois pacientes, que foram hospitalizados na Santa Casa de Santos após autorização da Anvisa e Porto de Santos para desembarque no dia 27 de julho.

Os casos se configuram como provável importação do vírus e a confirmação da variante Delta é representativa para a circulação da variante entre os tripulantes desta embarcação.

O Instituto Adolfo Lutz também fará sequenciamento de amostras de tripulantes sintomáticos do navio CS Crystal, atracado no Porto de Santos e originário de Dakar.

O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) estadual, o Grupo de Vigilância da Baixada Santista, o município de Santos e a Anvisa, monitoram os casos e o cenário local.

As condutas de isolamento, monitoramento, diagnóstico e assistência são as mesmas já realizadas e recomendadas pelas autoridades sanitárias.

Balanços

Análises do Instituto Adolfo Lutz e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) identificaram 793 casos autóctones das quatro “variantes de atenção” em SP até 2 de agosto, sendo 25 de Delta (21 na Capital, 1 em Santos, 1 em Guaratinguetá, 1 em Pindamonhangaba e 1 em Pirassununga), 3 de Beta, 42 de Alpha e 723 de Gamma.

Estas variantes são classificadas desta forma pelas autoridades sanitárias devido à possibilidade de aumento de transmissibilidade ou gravidade da infecção, por exemplo.

O sequenciamento genético é um instrumento de vigilância, ou seja, de monitoramento do cenário epidemiológico, e não deve ser confundido com diagnóstico, este sim de caráter individual. Portanto, não é necessário, do ponto de vista técnico e científico, sequenciamentos individualizados, uma vez confirmada a circulação local da variante.

As medidas já conhecidas pela população seguem cruciais para combater a pandemia do coronavírus: uso de máscara, que é obrigatório em SP; higienização das mãos (com água e sabão ou álcool em gel); distanciamento social; e a vacinação contra a COVID-19.