A Prefeitura de Guarulhos, a partir de recursos obtidos junto ao Governo do Estado, inicia neste dia 5 de dezembro, o programa “Zera Fila”, que tem como objetivo reduzir a demanda reprimida na cidade em consultas, exames e cirurgias. Segundo levantamento realizada pela Secretaria Municipal de Saúde, Guarulhos tem hoje aproximadamente 390 mil procedimentos atrasados devido principalmente à demanda reprimida durante o período de pandemia.
O Zera Fila consiste numa força-tarefa com a contratação, mediante chamamento público, da organização social Santa Casa de São Bernardo do Campo, que já atua no município na gestão de dois hospitais municipais. O parceiro irá otimizar a retomada da realização de procedimentos cirúrgicos eletivos, consultas e exames, reduzindo o impacto negativo das longas filas de espera.
Profissionais contratados pela organização irão fazer o chamamento dos pacientes para realizarem os procedimentos em áreas anexas aos hospitais municipais de Urgências (HMU) e Pimentas Bonsucesso (HMPB) durante todo o mês de dezembro, utilizando espaços ociosos em suas agendas e realizando procedimentos inclusive nas madrugadas e finais de semana.
A Prefeitura também está contratando uma organização social para fornecer pessoal médico que atuará em sistema de mutirão no primeiro atendimento à população realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município. Desta forma, as pessoas que esperam por atendimento médico serão atendidas em um espaço curto de tempo.
DEMANDA REPRIMIDA
Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, Guarulhos tem 387.225 consultas, cirurgias e exames na fila para a realização dos procedimentos. São 207.828 pacientes na fila por consultas especializadas, 171.560 esperando por exames e 15.649 solicitações de cirurgias eletivas.
Os números mais expressivos são na área de ultrassonagrafia simples. São 53.112 exames em espera para serem realizados. Na área de consultas, duas especialidades chamam a atenção: oftalmologia (28.982 pacientes em espera) e ortopedia (21.544). Mas neurologia infantil também preocupa com os 11.741 pacientes na fila.