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Alimentação saudável contribui no bem-estar e no controle da obesidade

No momento em que a recomendação é ficar em casa, as pessoas podem aproveitar o tempo de reclusão para dar atenção á importância de uma boa alimentação e da manutenção de práticas saudáveis. Os alimentos são responsáveis por fornecer energia e sustento ao corpo, controlar a pressão arterial, prevenir a obesidade e liberar neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e muitos outros benefícios.

De acordo com especialistas, uma boa nutrição diária deve ser composta por vitaminas, fibras, carboidratos de baixos teor glicêmico e densidade calórica, encontrados em alimentos in natura, ou seja, que não passaram por processamentos. As refeições in natura são frescas, como verduras, frutas, legumes e carnes.

Alimentos minimamente processados são os in natura que passaram por alterações industriais, como moagem, secagem e formas de conservação (arroz, farinhas, sucos e leite, por exemplo).

Já as refeições processadas são derivadas de alimentos in natura ou minimamente processados que sofrem adição de sal, açúcar, óleo e vinagre, como enlatados, extratos ou polpa de tomate, manteiga e queijos.

Ultraprocessados são de baixíssimo valor nutricional e de alta densidade calórica, por conterem formulações sintéticas que realçam a cor, sabor e conservação dos alimentos, como embutidos, pães de forma, molhos prontos e congelados. Embora sejam os mais baratos e práticos, o consumo desses alimentos deve ser evitado pela alta concentração de gordura, sal e açúcar e estrem associados a obesidade, diabetes e doenças cardíacas.

O perigo da obesidade infantil

As crianças são as principais vítimas do consumo excessivo de alimentos ultraprocessados. Devido a esse hábito alimentar, é comum ver o aumento de crianças com sobrepeso ou obesidade.

A obesidade infantil pode levar ao aumento de colesterol, devido ao consumo destes alimentos e, principalmente, à mudança de metabolismo. “Uma criança que já possui um aumento de colesterol na infância tem possibilidade de manter estes problemas na vida adulta, elevando, assim, o risco de doença cardiovascular. Isso porque, o colesterol é um dos principais fatores de risco para patologias de coração”, explica Larissa Baldini Farjalla Mattar, nutricionista do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da FMUSP.

Ainda de acordo com a nutricionista do HC, os cuidados devem ser realizados com acompanhamento médico e nutricional. “A prevenção do colesterol na infância deve ser feita com supervisão de profissionais e incentivo dos pais, a fim de estimular o consumo de alimentos in natura, como verduras, legumes e frutas. É importante associar esta alimentação saudável à prática de exercícios físicos, e evitar a ingestão de itens processados e ultra processados”, finaliza.

Práticas saudáveis

A alimentação também está ligada à disposição e à resistência física, que, combinados com a prática regular de ingestão de água, exercícios físicos e horas de sono adequadas, reduzem níveis de estresse, previnem obesidade, diabetes, desenvolvimento de tumores, doenças cardiovasculares e gastrointestinais. disfunções do fígado e rins.

“Não existe fórmula mágica”, alerta a nutricionista Renata Alves. “A mudança da alimentação já gera resultados, claro, mas os exercícios aceleram o processo de gasto energético”, acrescenta.